Câncer de próstata
Revisões sistemáticas
• The Cochrane Collaboration 2006
Exames - Toque retal e dosagem do PSA
Resultados - Dois ensaios clínicos randomizados com um total de 55.512 participantes incluídos. Não houve diferenças estatisticamente significativas na mortalidade por câncer da próstata entre o grupo rastreado e o controle (RR 1,01, 95%CI:0.80-1,29)
Conclusões - As evidências são insuficientes para recomendar a adoção do rastreamento populacional ou oportunístico para a redução da mortalidade por câncer da próstata.
• Basque Office for Health Technology Assessment (INAHTA Joint Project) 1999
Exames - Toque retal e dosagem do PSA
Resultados - Não há evidências que o rastreamento populacional para o câncer da próstata reduza a mortalidade por este tipo de neoplasia. A melhoria na sobrevida de homens com doença diagnosticada em estágios iniciais pode ser explicada por viés de duração (length bias) e outros artifícios estatísticos ao invés de avanços e desfechos clínicos reais
Conclusões - O rastreamento populacional para o câncer da próstata não é recomendado pela ausência de evidências com relação ao seu benefício e os riscos potenciais advindos dos efeitos colaterais do tratamento
Forças tarefas
• U. S. Preventive Services Task Force (2008)
Exames - Toque retal e dosagem do PSA
Resultados - Há bom nível de evidência para afirmar que o rastreamento pela dosagem do PSA pode detectar o câncer da próstata em estágios iniciais, mas as evidências são conflitantes e inconclusivas sobre o impacto desse achado sobre os desfechos na saúde. Não há evidências que possam determinar se o tratamento do câncer da próstata detectado pelo rastreamento em homens como idade inferior a 75 anos resulte em melhores desfechos na saúde quando comparado ao tratamento do câncer detectado clinicamente. Em homens com idade superior a 75 anos, as evidências apontam que os benefícios do tratamento do câncer da próstata detectado pelo rastreamento são muito pequenos ou inexistentes
Conclusões - A USPSTF recomenda a não adoção do rastreamento do câncer da próstata em homens assintomáticos com idade superior a 75 anos. A USPSTF encontrou pelo menos um nível adequado de evidência que [a tecnologia] é ineficaz ou que os danos superam os benefícios. (Grau de recomendação D).
• Canadian Task Force on Preventive Health Care (1994)
Intervenção – PSA
Nível de evidência e Recomendação - A dosagem do PSA deve ser excluída de programas de rastreamento (Grau de recomendação D).
Intervenção – Toque retal
Nível de evidência e Recomendação - O toque retal tem sido utilizado rotineiramente por muitos médicos e as evidências disponíveis não são consideradas como suficientemente fortes para aconselhar aos médicos que utilizam esta intervenção como parte do rastreamento de homens com idade entre 50 a 70 anos a descontinuar esta prática (Grau de recomendação C)
Referências bibliográficas
Ilic D, O'Connor D, Green S,Wilt T. Screening for prostate cancer. Cochrane Database of Systematic Reviews 2006, Issue 3. Art. No.: CD004720. DOI: 10.1002/14651858.CD004720.pub2
Schersten T, Baile MA, Asua J, Jonsson E. Prostate cancer screening. Evidence synthesis and update. Statement of Finding. (INAHTA Joint Project). Vitoria-Gasteiz: Dpt. of Health Basque Goverment. Basque Office for Health Technology Assessment, Osteba. 1999.
Screening for Prostate Cancer, Topic Page. August 2008. U.S. Preventive Services Task Force. Agency for Healthcare Research and Quality, Rockville, MD. http://www.ahrq.gov/clinic/uspstf/uspsprca.htm
Screening for Prostate Cancer: recommendation statement from the Canadian Task Force on Preventive Health Care, 1994. http://www.ctfphc.org