O Instituto Nacional de Câncer e o Ministério da Saúde promovem o Encontro Nacional de Controle do Tabagismo 2008, de 30 de junho a 04 de julho, no Rio de Janeiro. O evento tem como objetivo principal reforçar o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, através articulação da rede de parcerias com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, de setores do Ministério da Saúde, de outros Ministérios, assim como de organizações não governamentais e de organizações internacionais intergovernamentais em nível regional e global.
O encontro também tem como objetivo estimular a reflexão sobre as estratégias atuais e planejamentos futuros, para que haja embasamento na definição de metas, no enfrentamento de desafios, e na construção de propostas de trabalho alinhadas aos novos contextos do PAC da Saúde, da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco e das demandas da 13a Conferência Nacional de Saúde.
Outra meta pretendida é a formulação de diretrizes e eixos para construção de planos estaduais e municipais de 2008 e 2009 para que, alinhados aos novos contextos da política nacional de saúde, possam aumentar a eficiência do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT).
Desde 1989, o Ministério da Saúde articula, sob a ótica da promoção da saúde, um conjunto de ações nacionais que compõem o PNCT, tendo o INCA como órgão responsável pelo programa.
O Programa Nacional de Controle do Tabagismo tem como objetivo geral reduzir a prevalência de fumantes e a conseqüente morbi-mortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco no Brasil. Com essa missão, o INCA tem desempenhado um papel na governança desse processo, articulando e mediando ações de caráter educativo, legislativo, econômico e de atenção à saúde capazes de contribuir para prevenir a iniciação e promover a cessação do tabagismo, além de proteger a população dos riscos do fumo passivo.
Os resultados na redução de prevalência de fumantes no Brasil têm sido significativos. Em 1989, 34,8% da população acima de 18 anos era fumante e em 2003, a Pesquisa Mundial de Saúde apontou uma prevalência de fumantes de 22,4%. Já em 2006 a pesquisa realizada pelo Vigitel mostrou uma prevalência de fumantes da ordem de 16%.
|